Quatorze anos

Deixem-me gozar a irracionalidade da fonte
(a prodigalidade louca das águas naturais)

Deixem-me sozinho:
quero noivar a solidão

Deixem-me ser ininteligível:
amar o vermelho molhado,
odiar o verde sem adjetivos.

Deixem-me entender o mundo pela análise da palavra mundo.

Deixem-me ser sofista nas matérias da mudez -


Deixem-me livre para ignorar o que vou ser.


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