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Compositora Brasileira, do Rio de Janeiro, de 18 de maio de 1914

Aluna de Francisco Braga na Escola Nacional de Música, Cacilda pertence a uma tradição de compositores que, em longa linha de artistas, inclui Francisco Manoel da Silva, e remotamente no século XVIII, através de Marcos Portugal e Sigismundo Neuken, compositores da corte do Rei D. João VI, também Salieri.

Pode-se encontrar suas composições na Internet nos Classical MIDI Archives, em interpretação de Álvaro Furtado de Mendonça, ou nesta página, em gravações MIDI por André L. Lopes [ ouça este Estudo ] e Rogério Cunha.

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Tendo trabalhado com Villa Lobos desde 1930, Cacilda chegou a dirigir o Serviço de Música do Rio de Janeiro que Villa fundou, e foi Diretora do Instituto Villa Lobos. Nos anos 50’ ela foi professora de Música de Câmera da Escola de Música. Também lecionou Composição no Conservatório Brasileiro de Música, Ritmoplastia na Escola de Dança do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e deu aulas em muitas outras escolas de música de todo Brasil.

Seu estilo é bem carioca, com muita influência da tessitura contrapontística e da linha melódica do chorinho. Neste exemplo de sua escritura, interpretado por Álvaro num sintetizador, pode-se ouvir um exemplo de um estilo fugatto a três vozes.

Compositoras ainda são uma raça pouco comum no mundo todo, e um site dedicado a elas não podia deixar de incluir Cacilda. Ao momento em que fazia seu exame final de Regência, alguns membros da banca entenderam que ela era pequena demais para poder dirigir uma orquestra. O público, porém, a viu reger todos os conjuntos intrumentais e vocais, e pelo menos uma vez, um coro de mais de 30 mil vozes. Cacilda é certamente maior do que seu tamanho.